segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Santuário, não dá pra descrever, tem que CONHECER - dia 27
O Complexo do Santuário é um empreendimento privado do PIPES, que é o dono do sistema de transportes local, desde as lanchas até ... tudo. O homem tem 73 anos e quase tudo em Carolina tem a assinatura dele. Cursos profissionalizantes para a cidade foram trazidos por ele. No momento está construindo um resort. Todos os caminhos que percorremos foram forrados com tábuas antiderrapantes para facilitar o acesso as cachoeiras. Grupo de guias que acompanham e garantem a integridade do local.um teleférico está sendo erguido para facilitar o acesso a uma tirolesa de 1200m e outra de 1400m que atravessa o cerrado por cima.
A entrada para Santuário custa 10,00, a entrada da Pedra furada – 10,00, Santuário – 10,00 ppessoa. Contratamos a empresa Torre da lua para nos levar com guia 90,00 ppessoa.
Carolina antes de 2010 era famosa por suas praias e ilhas. Os turistas vinham no verão por causa das praias e acabavam conhecendo as cachoeiras. Em 2010 foi construída a barragem de Estreito que alagou as praias e várias ruas da cidade, na promessa de fazer uma orla bonita. A promessa não se cumpriu, as praias sumiram e os turistas agora chegam em qualquer época do ano por causa das cachoeiras.
A tarde deveríamos visitar o capelão e a caverna, mas choveu um pé d’água e transferimos.
Visitamos a cachoeira da Lua, da Pedra furada e o Santuário.
Nada do que dissemos das cachoeiras e nenhuma foto ou filme fará justiça ao que vimos. O cheiro da terra, as gotas fortes no rosto, o deslocamento de ar provocado pela queda d’água; o rugido da água por dentro das paredes de pedra; o rastejar por entre um cânion; o balanço numa ponte pênsil de 54m de altura por 55 de comprimento; o deslizar da água em rochas negras e vermelhas; o fundo vermelho do rio da pedra caída. Só vir e ver.
Carga pesada - Imperatriz a Carolina dia 25 e 26
Em Imperatriz pousamos numa pousada perto da rodoviária – Manarela (40,00), limpa, sem mofo e é só. Não pousem no hotel da Olívia se tiverem alergia a mofo. Cuidado com táxi. Este nos cobrou 15,00 para andar 1 quarteirão.
As 7:00 pegamos o ônibus para Carolina. Um nojo de ônibus (25,00) e a viagem durou 4:30 h. Chapadas maravilhosas pela estrada. Chegamos sem chuva numa cidade limpa, organizada, pacata, cheia de mangueiras e linda. Amamos Carolina de paixão. Visitamos a Pousada dos Candeeiros que é uma casa antiga que virou pousada, com tudo antigo dentro. Estamos no hotel Lírio. Muito bom. Atendimento e quartos muito bons (39,00 ppessoa) e um dos poucos que aceita cartão.
Por do sol em um barco flutuante com vistas para a Capada das Mesas.
Uma frase: Felizes em Carolina! Obrigada Brisa e Thiago por todas as pegadas que seguimos.
Em Carolina contratamos a Torre da Lua para fazer 4 dias de passeios pelos recantos encantados, e isto custou para cada um 590 reais. E valeu muito a pena.
domingo, 26 de janeiro de 2014
Entre amigos - São Luís - dias 22, 23 e 24
Saímos de Santo Amaro na jardineira (20,00), que transportou além de pessoas, produtos, e encomendas, fazendo escoar a vida da cidade e dos povoados ao longo da longa estradinha de areia. Somente a valente Toyota Bandeirantes para vencer os areais, morrinhos e riachos dentro dos quais tem que navegar.
Em Sangue passamos para uma van (30,00) que deixou a todos que embarcaram na porta de suas casas. Algumas delas tão próximas que se quiséssemos, de dentro da van poderíamos tomar café na sala do morador.
Vimos uma São Luis de todos os meandros e chegamos na pousada São Francisco. A rua 1 era uma rua normal até a pousada, e depois o asfalto e o calçamento terminavam e se transformava em uma comunidade. Atendimento muito bom e bem aprazível.
A noite fomos visitar a Neide que nos esperava com um jantar maravilhoso. Na manhã seguinte conhecer São Luís com Neide pela manhã e o resto do dia com a Ilma. Passeamos por um artesanato de qualidade nas ladeiras da cidade histórica. A noite, pizza de luvas. Uma pizza tão fina que tínhamos que comer com luvas de plástico. Delícia. No último dia partimos para São José do Ribamar visitar a Claudinha e a Isabela, e entre abraços reforçar as amizades que nos unem. É o que importa nesta vida. A Val foi se encantar em Alcântara. Gostaríamos de ir a noite no tambor de crioula, mas a temporada de chuvas chegou deixando mais este cartão de visitas para 2016.
Manhã do dia 25. Pegamos um táxi 7:05 para a estação ferroviária Anjo da Guarda e cumprir um sonho de trem na e3strada de ferro Carajás da Vale. Tiramos as mochilas do táxi e ... cadê a mochila da Elanna? Taxista, corre pra trazer a mochila antes do trem das 8 partir! Vamos comprar as passagens.
Acabaram-se as passagens! Sonho desmoronou! Decepção total. Valéria e Ágata gritando uma manha, e aí o trem apitou... Que dor! Chorei de tristeza. Com 4 mulheres chorosas a van (35,00) partiu para Santa Inês. Foram 5 horas de estradas descortinando povoados miseráveis, verdes de todos os matizes de palmeiras, tapete negro de veludo macio.
Em Santa Inês fomos cercadas por vários homens. Momento de tensão! Queriam vender água, passagens, carregar a bagagem, roubar a bagagem e sei lá mais o que. _Mas que furdunço de homens é esse? – perguntei, por pouco não enfiando o guarda chuva no bucho deles. Um homem de farda de motorista falou mais alto e fomos para Açailândia por 45,00 cada. A cada parada, o tal motorista que era o co-piloto e proprietário do minibus, limpava os degraus com um pano sujo e depois o estendia como tapetinho.
Por verdes matas costuramos a fita negra das estradas. Babaçus espanando o céu, açaís esbeltos e delicados, mangas gotejavam de frondosas mangueiras. Estradas de todos os tons de verde.
A Tim já era no Maranhão. A Vivo de vez em quando se transforma em Oi. Não consigo ligar pra ninguém no Maranhão, só pra fora. Na estrada tudo fica sem serviço. É muito chão e nem saímos do Maranhão. Êta Brasilzão.
Depois postarei mais fotos. Net lenta demais.
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